Menu
Inicio Perder Peso “Autoestima não é vaidade. Cuidar do psicológico é cuidar de nós”.

“Autoestima não é vaidade. Cuidar do psicológico é cuidar de nós”.

Depressões, bullying e abandono dos treinos de natação foram pedras num caminho de que nunca desistiu e que lhe permitiu ser hoje mais forte e determinada.

Catarina Oliveira

Com apenas 22 anos é personal trainer, estudante no Mestrado de Exercício e Saúde e já participou em competições de fisioculturismo onde arrecadou algumas medalhas. Mas o caminho aqui não foi fácil. Depressões, bullying e abandono dos treinos de natação, onde era atleta federada, foram pedras num caminho de que nunca desistiu. Hoje, olha para trás como se de um teste se tratasse. Afinal, a autoestima não é um ato de vaidade. É sim reflexo da força de quem cuida de si, física e psicologicamente. Mas comecemos do início.

Até ao 11º ano, Catarina Oliveira, natural de Santa Maria da Feira, foi atleta federada de natação por 11 anos. A alimentação não era a mais cuidada, mas os treinos diários e as frequentes competições ajudavam-na a manter um físico saudável.

Entretanto, o percurso desta jovem atleta mudou quando o pai sofreu um grave acidente de trabalho que lhe afetou a cervical e coluna e o ameaçou deixar numa cadeira de rodas para toda a vida. A operação correu bem, mas por largos meses o pai de Catarina precisava de cuidados constantes, por estar completamente imobilizado. Sem ponderar sequer outra opção, Catarina focou-se em ajudar o pai como prioridade máxima, sem se importar que o seu rendimento na escola fosse afetado. Além da escola, “os treinos também já não rendiam, nem me apetecia ir”, lembra, sem esconder que o bullying físico e psicológico tiveram peso na decisão de abandonar as competições. Ia para o 12º ano, precisava de recuperar das más notas do ano anterior e os treinos não lhe eram, de todo, essenciais neste momento.

10kg ganhos em 3 meses

Sem treinos nem cuidados com a alimentação, em apenas 3 meses ganhou 10kg e muita massa gorda. “Nem parecia que tinha sido atleta”.

Num ciclo vicioso, e por ser altamente crítica consigo mesma, deixou-se ir cada vez mais abaixo, certa de que “seria a gorda que me chamavam”, conta à Women’s Health. Foi o irmão que a obrigou literalmente a mudar, inscrevendo-a num ginásio por onde ficou “apenas pelo convívio”.

Catarina Oliveira

 

Mas a alimentação continuava a piorar de dia para dia. E, numa avaliação no ginásio, viu aquilo que até então não tinha parado para dar importância. Estava com mais 15kg do que o seu peso médio, que rondava os 60kg. Mas o que mais a assustou foi a percentagem de massa gorda: tinha chegado aos 44%. Com a postura crítica de sempre, decidiu mudar e foi precisamente no seu dia de anos que a mudança começou. “Então, todos os anos celebro o meu aniversário e mais um ano em que me tornei em quem sou hoje”.

O início da mudança

Do ginásio exclusivo para mulheres onde o irmão a havia inscrito mudou para um misto – com o namorado – mais focado na musculação.

Sem acompanhamento especializado, por saber os pontos principais em que precisava de mudar (bebia pouca água, comia muitos processados, saltava refeições, …) foi com base em pesquisas que lia e experimentava que começou os seus próprios planos de treino e alimentar.

Foram estas mesmas pesquisas que a levaram a apaixonar-se por todo o processo. Foi também assim que nasceu a página Cattefitness onde partilhou todo o processo e ainda hoje partilha receitas, treinos, truques sugestões. Um processo que Catarina descreve como “dinâmico e interativo na procura de conhecimento”.

Se quiser a história resumida, podemos dizer que a nossa leitora perdeu 14kg em meio ano e ganhou mais 1 ou 2kg em massa gorda. Mas os números não fazem jus à mudança de Catarina que nota a grande importância que se dá aos números na balança — tendência de que faz por se afastar. Aliás, desde que perdeu peso e chegou aos 61kg, o seu foco comparativo foram fotos atuais e antigas, não os números.

Exercício e saúde de mãos dadas

Com forte relação ao exercício físico, Catarina vê os treinos como uma ferramenta essencial à saúde de cada um. “Em encarei o exercício nesta perspetiva”, diz-nos. Foi assim que conseguiu conciliar 4 treinos semanais de 1h com caminhadas ao fim de semana. “A intensidade era deixar tudo no treino, sempre fui assim. Vim para treinar, pois defini que os meus resultados dependiam sempre daquilo que deixava em campo”, lembra. E foi esta consistência e ritmo que lhe permitiu ser a pessoa que é hoje.

Quando lhe pedimos uma retrospetiva, Catarina Oliveira vê toda a sua mudança como o sair do beco. O trocar a “miúda indefesa, gozada, para quem sou hoje”. “A autoestima não é um ato de vaidade. Defino-a como ser segura de mim, gostar de me ver ao espelho; Parece cliché mas assim que atingimos este estado de plenitude connosco é gratificante. Fazemos as coisas do dia-a-dia com mais confiança e vontade”, reconhece. “Não há melhor estado de espírito do que aquele que é de paz com o nosso consciente. Cuidar do psicológico também é cuidar de nós”, conclui.

Outros Artigos


Outros Conteúdos GMG

Brand Story