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Aumento mamário: capricho ou bem-estar?

Aumento mamário: capricho ou bem-estar?
João Martins

Por João Martins, especialista em cirurgia plástica, estética e reconstrutiva

Às vezes, capricho – é certo! –, mas quase sempre bem-estar. Todos nós conhecemos alguém que tem a mama demasiado pequena para a sua estrutura física e idade, acabando por não vestir “aquele” top que tanto gosta ou mesmo um biquíni. E quantas mães conhecemos que, depois da gravidez, viram a sua mama aumentar para depois esvaziar e descair, e perderem a forma ou o volume que tinham? Ou mesmo mulheres com as mamas desproporcionais e assimétricas, por genética ou por causas externas. Já sem falar nas mulheres – e são tantas – injustamente afetadas pelo cancro da mama, que, além de as debilitar, pode deixar marcas para vida, com deformação ou mesmo perda total da mama. Como veem, é fácil identificar uma série de casos em que a mamoplastia de aumento não é mais do que a busca pelo bem-estar. Mas, se o peso na autoestima e segurança da mulher é incalculável, porque continuamos a olhar para o aumento mamário como um capricho?

A mama é símbolo de feminidade e sensualidade. É uma característica do corpo feminino e uma área sexual. E é por isso que a mulher lhe dá mais atenção e que a faz sentir mais ou menos bonita e sensual. Se uma mulher não está confortável com a sua imagem, acaba por ter uma postura menos confiante. Isso vai traduzir-se no seu dia a dia, na sua intimidade e na forma como encara os desafios da vida. Seja no trabalho ou na praia com os amigos, se a mulher se sentir mais confiante consigo vai poder expor a sua personalidade mais à vontade e ser mais ela própria. Por isso, além de lhes transmitir confiança – porque, claro, uma mulher não é só o seu corpo, não é só beleza física – é importante apoiá-las na tomada de decisões que as possam fazer-se sentir mais confiantes e que lhes possam devolver o sorriso e vontade de se expor ao mundo.

No caso do aumento mamário, se não houver qualquer contraindicação a nível de saúde, quer física quer mental, qualquer mulher pode realizar o procedimento e em qualquer fase da vida. Claro que, quando jovens, há que deixar a mama desenvolver-se na totalidade, mas até nessa fase, se estivermos a falar de casos de deformação ou cancro, é importante reagir cedo e dar-lhes a hipótese do aumento mamário, porque aquele desconforto pode marcar essa jovem para toda a vida.

Hoje, com a evolução da medicina, o aumento mamário é um procedimento simples, rápido e seguro. Os implantes têm cada vez maior qualidade, podendo ter, em alguns casos, uma duração vitalícia. A cirurgia não demora mais do que 90 minutos e a paciente pode até ir para casa no mesmo dia, em total segurança. Numa questão de dias, passa a gostar do que vê ao espelho, está disposta a sair, divertir-se, exibir as suas novas formas. Se não se sente confortável com a ideia de ter um implante, saiba que também pode aumentar a mama com infiltração de gordura aspirada de áreas onde existe em excesso. No mesmo procedimento pode realizar uma lipoaspiração do abdómen ou coxas e transferir essa gordura para a mama. Apesar de, fisiologicamente, ser uma solução ideal, não é possível conseguir um aumento tão significativo como com um implante, para mulheres que procuram mais volume.

Um dos receios que mais me transmitem na consulta é o medo de ficar com um ar artificial ou desproporcional quando colocarem implantes. Hoje em dia, dispomos de implantes de diferentes formas e dimensões que, fazendo uma análise detalhada das dimensões do tórax da paciente e enquadrando essas proporções na imagem que a mulher procura, permitem obter um resultado muito integrado na fisionomia da mulher. Cada mulher tem uma solução. Não há um implante médio para todas as mulheres, nem sequer uma técnica ideal para todas. Há casos que é preferível colocar o implante atrás do músculo, outros casos que é preferível à frente. Há casos que devemos combinar um procedimento de mastopexia (lift mamário), há outros que não é necessário. Há casos para próteses anatómicas e casos para próteses redondas.

Além disso, saiba que, hoje, dispomos de ferramentas e software de imagem que nos permite simular o seu resultado final com diferentes implantes e ver como ficará com diferentes hipóteses de implante e tomar a decisão com a qual se sente mais confortável. O corpo é da mulher e a mulher deve fazer parte do processo, juntamente com o cirurgião. Porque não há nada mais bonito do que uma mulher confiante, é importante não ignorar o que a mulher sente, as suas vontades e necessidades. Sinta-se bem consigo.

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