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Usa apps para controlar a menstruação? Tenha cuidado

Estas aplicações móveis são usadas por mais de 100 milhões de mulheres.

As aplicações móveis são, possivelmente, das melhores invenções dos últimos anos. Além de nos ajudarem a ser mais organizadas, podem mesmo ser a ‘memória’ que muitas vezes nos falta. E, no caso das mulheres, isso é fundamental para controlar a menstruação (especialmente quando não se toma a pílula).

As aplicações de monotorização do ciclo menstrual são usadas um pouco por todo o mundo e há quem as veja como uma forma mais pessoal e discreta de anotar toda a informação sobre esta característica do corpo feminino. Porém, a verdade é que são um diário aberto e não tão privado quanto o desejado. O alerta é dado pela Bloomberg que, numa reportagem, revela que estas apps para controlar a menstruação partilham informação extremamente pessoal de mais de 100 milhões de mulheres.

De acordo a Bloomberg, estas apps – muitas delas disponíveis no mercado português – “incorporam uma ampla variedade de outros recursos de monitorização de integridade e a maioria está a ampliar o uso dos dados recolhidos para ganhar dinheiro, apostando que poderão criar modelos de negócios com esse recurso extremamente sensível que são os dados”, lê-se no site.

Na prática, algumas das aplicações em causa não pedem apenas informação sobre os dias em que a mulher esteve menstruada e qual foi a intensidade do fluxo sanguíneo perdido nesses dias – informação que é relevante para uma consulta médica, por exemplo. Há apps que vão mais longe e apresentam perguntas sobre a atividade sexual de cada utilizadora, a frequência com que usa testes de gravidez, o humor, a intensidade do desejo sexual, etc., acabando por reunir informação suficiente para aumentar a gama de oferta relacionada com o tema.

Algumas das aplicações, como a Clue, revelam nos termos de privacidade que os dados recolhidos através da app podem ser partilhados com académicos, porém, este não é o primeiro – nem o será o último – caso de uso de informação ‘extra’ por parte das ferramentas que se descarregam para os smartphones ou tablets é usado para fins comerciais sem que os utilizadores saibam. No entanto, há que salientar aqui um mea culpa por parte de quem usa estas e outras apps. Tal como diz à Bloomberg Ida Tin, diretora executiva da Clue, “o meu sonho é que as pessoas leiam os termos de serviço”, pois, muitas vezes, há lá a menção das permissões pedidas e da partilha de informação.

 

+WH: Percorra as imagens acima e saiba porque é que pode menstruar duas vezes no mesmo mês.

 

 

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