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Será que as aplicações de fitness podem substituir um PT?

Para Hélio Bragança da Silva, os PT devem ser uma ajuda para que a pessoa adquira o conhecimento necessário para praticar desporto de forma segura.

“A prática de exercício físico deveria estar presente nas nossas vidas, como escovar os dentes antes de dormir: Deveria ser diária! Claro que já todos nós fomos uma ou outra vez para a cama sem escovar os dentes, mas isso é a excepção, não a regra”, diz Hélio Bragança da Silva, fisioterapeuta e personal trainer.

Ao aconselhar a prática regular de exercício físico, o personal trainer acredita que o ideal é intercalar os treinos de alta intensidade com treinos de intensidade mais reduzida, durante pelo menos cinco dias seguidos. Faz, no entanto, a ressalva de que cada caso é um caso e de que é necessário fazer uma avaliação à pessoa, antes de sugerir um tipo, intensidade ou quantidade de treinos, por semana.

Antes de planear os treinos, Hélio tem sempre em consideração alguns fatores essenciais. Primeiro é preciso entender quais são “os objetivos do utente, incluindo as suas crenças, as experiências passadas e as suas expectativas”. Por outro lado, o fisioterapeuta explica ainda que é necessário conhecer os hábitos da pessoa, como por exemplo, se fuma e qual é a sua condição geral de saúde.

Preciso de um personal trainer para sempre?

Para Hélio, os personal trainers devem ser uma ajuda para que a pessoa adquira o conhecimento necessário para praticar desporto de forma segura.

O especialista acredita que é fundamental a obtenção desse conhecimento, porque praticar exercício em segurança pode não ser tarefa fácil se a única vez que tentou correr “foi para apanhar o autocarro”. Assim, com a ajuda de um profissional, vai ganhando sabedoria e, progressivamente, autonomia.

Com o tempo é possível que deixe de precisar do acompanhamento intensivo no ginásio e que possa até usar aplicações de fitness para regular o exercício que pratica. A quantidade de aplicações que estão hoje disponíveis quer para o sistema iOS quer para o Android é vasta e as melhores são “aquelas que contenham exercícios que as pessoas já conheçam, que tenham maior facilidade em realizar de modo correto e estejam adaptadas à sua condição física”, adianta o especialista.

Aplicações de fitness: o que procurar e o que evitar

Um dos principais riscos do uso destas aplicações é o facto de serem criadas para a generalidade da população, não tendo em consideração se a pessoa tem ou não algum problema de saúde ou condicionante física, preexistente.

Hélio Bragança da Silva diz ainda que não recorre a nenhuma plataforma em concreto para preparar os treinos, mas que podem ser uma boa ajuda para pesquisar um determinado exercício. Assim, afirma que prefere guiar-se pela literatura tradicional, já que a sua formação base é em fisioterapia.

A intensidade de treino errada é outro dos riscos de treinar com base exclusivamente nestas aplicações que estão à distância do ecrã do telemóvel. Também a adaptabilidade pode ser um motivo de preocupação, já que as “cargas de treino devem ser progressivas para que o organismo se adapte gradualmente e não se corra o risco de lesão”, continua o especialista.

“Se o objetivo for diariamente perder o máximo de calorias – hoje mais do que ontem e amanhã mais do que hoje – poderá levar a estados de fadiga e risco de lesões, uma vez que não se respeitam os períodos de recuperação. E aqui é muito diferente um PT” ou uma aplicação. Apesar de todos os cuidados necessários à prática de exercício físico com aplicações móveis, este pode ser um bom complemento ao treino com o seu PT.

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