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António Craveiro: “Espero ser uma referência do Pilates na Madeira”

Nos últimos preparos para a abertura do seu terceiro estúdio, o professor que já é referência nacional no mundo do Pilates fala à Women’s Health sobre a forma como a modalidade é vista.

António Craveiro é professor e formador de Pilates, atividades que exerce há mais de 3 décadas. Enquanto referência a nível nacional na área de Pilates, sempre contou com vários formandos nos cursos que dava em várias zonas do país. Assim foi até ter organizado um curso na ilha da Madeira que não contou com qualquer inscrição. “Foi fantástico”, diz-nos António Craveiro ao lembrar aquela ida ao Funchal em 2018.

“Se por um lado fiquei atónito, pois foi a primeira vez que não tive inscrições no meu curso, por outro foi fantástico. Permitiu-me rever amigos e locais que me marcaram imenso. Abriu-se em mim uma caixa de Pandora, onde os sentimentos e as emoções transbordaram para fora, de tal forma que eu disse para mim mesmo que pretendia voltar para a Ilha da Madeira”, local que já conhecia bem, por ter lá morado durante 10 anos, na década de 90.

A resposta a este ‘chamamento’, que permitiu ao profissional de Pilates reencontrar-se “com a ilha que ama”, surge sob a forma de um estúdio de Pilates, que abre portas em outubro desde ano.

Depois de Vila Nova de Gaia e Porto (Antas), o espaço do Funchal será certamente diferente por o Pilates “ainda não ser do conhecimento dos madeirenses”. Se por um lado a exclusividade é um ponto a favor, já que não existem mais profissionais a ensinar o tradicional Autêntico Método Pilates, por outro o desconhecimento da modalidade pode condicionar o interesse pela mesma. Apesar disso, António Craveiro está confiante. “Espero brevemente ser uma referência na ilha da Madeira, tal como no Continente”.

Equipado para todos os interesses

O estúdio, que será 100% dedicado ao Pilates, vai contar com 2 pisos autónomos que permitem a prática de aulas de grupo e individuais. “Um dos setores está amplamente preparado para pessoas com dificuldades motoras, com dificuldades ou patologias, permitindo assim um trabalho mais específico e personalizado”, além de todo o material clássico.

Esta vasta oferta é, aos olhos de António Craveiro, essencial, já que sustenta a ideia de que “o Pilates é para toda a gente”. Ainda assim, “nem todos estão preparados para o Pilates”. Desde atletas de alto rendimento (diz o professor que “todas as modalidades se complementam com o método Pilates”) ao indivíduo mais sedentário, o professor garante que o Pilates não exclui, sendo até aconselhado a que tem “patologias e morfologias corporais ‘anormais’, além de crianças e grávidas”. Em suma, e citando Jay Grimes, “Pilates é um excelente exercício terapêutico, mas não é fisioterapia”.

“O método começa a ser moda”

O facto de esta modalidade ser tão diversa e possível de especificação a variados casos, chama a atenção da própria comunidade médica que “está a ter consciência dos grandes benefícios que o método traz à população ativa ou passiva”, admite, sem esquecer que esta é uma modalidade em ascensão.

“Desde os atores com carreira internacional, às figuras relacionadas com o mundo da moda, TV, música, chegando inclusive ao desporto de alto rendimento, o método começa cada a ter cada vez mais aficionados por esta prática centenária”.

“Pilates é movimento, não é meditação”

A tendência associada ao Pilates eleva a modalidade a mais interessados, é certo. Mas leva também ao risco de ser ensinado por maus instrutores. Assim é “em todas as modalidades de grande sucesso”. Assim refere António Craveiro quando questionado sobre alguns preconceitos em relação ao Pilates. Outro preconceito é o de esta ser uma modalidade só para mulheres.

“Posso dizer-lhe que no meu estúdio no Porto chego a dar aulas só a homens. Em termos percentuais estará nos 50-50. Ainda assim, muitos creem que as mulheres ‘dominam’ o Pilates. Uma ideia cuja razão está “no alto número de instrutores do sexo feminino”, mas nem sempre foi assim.

Aliás, a modalidade foi criada por um homem. António Craveiro conta que Pilates foi preparador na Scotland Yard e do exército alemão. Numa fase inicial, ensinava apenas a homens. Foi só com a chegada de alunos bailarinos, mulheres na maioria, que o género feminino ganhou espaço neste seu método. É por isso que existem exercícios só para homens, embora não se invalide que as mulheres o pratiquem, esclarece.

Quando ao espaço que se prepara para abrir na Madeira, será certamente para ambos os géneros e todos os níveis. Uma prática à qual se espera grande adesão. As aulas serão orientadas por “profissionais altamente competentes, com formação universitária e com formação específica nesta área”, garante António Craveiro.


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