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É por isto que atletas usam este tipo de sapatilhas nos treinos de membros inferiores

Pensou que era uma questão de estilo? Na verdade, há uma lógica por trás.

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Quando decide começar a ser mais ativa e se apercebe da necessidade de investir em algum equipamento, as sapatilhas de desporto, por norma, estão incluídas na checklist de material a adquirir. No entanto, ao frequentar o ginásio, ao realizar exercícios outdoor ou mesmo enquanto visualiza alguns vídeos de treino, pode aperceber-se de que certas sapatilhas, por norma direcionadas para um uso quotidiano, são a opção de calçado de muitos atletas nos treinos de membros inferiores.

Se essa observação a deixou confusa, saiba que existe uma explicação.

O que diferencia as sapatilhas

Ao comparar as sapatilhas de desporto com Vans e All Stars, irá aperceber-se do elemento chave para esta preferência: a sola plana.

Uma atleta ao realizar “treinos de perna” procura conforto, estabilidade e segurança na execução, critérios mais facilmente satisfeitos por sapatilhas que não provocam grandes oscilações plantares. Na entrevista que se disponibilizou a dar à Women’s Health, Pedro Roque, fisioterapeuta especializado em Treino Funcional e Fisioterapia Desportiva, em Lisboa, explica a linha de pensamento que sustenta esta decisão.

“Diminuindo o estímulo mais próximo do natural, vamos diminuindo algumas das nossas capacidades e várias correntes de pensamento defendem que a própria produção de força fica debilitada ou diminuída.”. O que as atletas querem é dar o seu melhor.

Mas será esta uma opção a considerar?

A curiosidade sobre o impacto que esta simples escolha pode ter na obtenção de resultados é de certa forma esclarecida uma vez que se observa uma otimização na eficácia e disponibilidade ao realizar o exercício com este tipo de sapatilhas. “Ao ter uma melhor base de apoio, o atleta acaba por estar mais estável. Quanto maior a superfície de contacto com o solo, melhor perceção terá o nosso cérebro do que lhe está a ser pedido fazer”, explica o fisioterapeuta.

Lembre-se que, para progredir, a forma correta da execução é crucial. Assim sendo, todas as alterações que beneficiem a sua capacidade de ativação muscular, postura ou produção de força, podem ajudar.

“A proprioceção é basicamente a capacidade que temos que reconhecer a posição do nosso corpo face ao espaço que nos rodeia, sem termos que recorrer ao sentido da visão para auxiliar nesse reconhecimento. A escolha de quanta força temos que dispensar para o movimento também é “tarefa” desta skill que vamos adquirindo à medida que vamos evoluindo quando crescemos.

Grande parte dos neuroreceptores que ajudam nessa aquisição de informação fulcral à locomoção está nos pés (mais concretamente na base plantar). Quanto mais natural estiver a minha base, maior o treino ou requisito da propriocetividade.”

Não altere o seu calçado de treino sem uma avaliação prévia

A sua saúde está em primeiro lugar e apesar de ao nível de estímulo de treino poder retirar algum benefício com o uso deste tipo de sapatilhas, é importante que tenha em consideração o estado atual do seu corpo antes de proceder a qualquer alteração. “É importante referir que não somos simétricos. Por consequência, ao treinarmos descalços ou com base “rasa” ou mais plana, o corpo está em “roda livre”, com grande margem para compensação…”. Avalie primeiro e, se quiser, adote este método. Mas só após aconselhamento de alguém especializado na área.

Sugestão extra

Não é só nas All Stars e nas Vans que pode encontrar este tipo característico de sola. Os modelos que aqui apresentamos são sugestões dadas por Pedro Roque para ilustrar o que fisiologica e anatomicamente é sustentado. “A lógica é a mesma, base larga e lisa para maior estabilidade, aderência e segurança”.

Sapatilhas Dropset, adidas, 130,00€
Metcon 7, Nike, 129,99€

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