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Alexandra Moura cria para outro mundo: “Foi desafiante desenhar para um paralelepípedo”

A marca portuguesa Fly London entra no metaverso segundo a direção criativa da designer Alexandra Moura.

Se tem mais de 25 anos, é bem possível que não esteja bem a par de termos do Metaverso que aqui abordamos como o Roblox ou skins. Também nós nos sentimos noutro mundo quando entramos no número 49 da Avenida da Liberdade, a loja da Fly London. Mas Alexandra Moura, responsável pela curadoria daquele mesmo espaço, pôs-nos a par de tudo e garantiu que a novidade que a Fly London agora apresenta não se cinge a uma faixa etária que termina nos 25 anos.

Comecemos do início: a Fly London, em parceria com o departamento de Sistemas Ciber-Físicos do IPCA entrou no Metaverso com 4 mini jogos que se regem pelo mote “Don’t walk, Fly” e uma loja própria na Roblox, plataforma de jogos que permite exatamente isto: criar mundos virtuais dentro do Metaverso.

Nesta loja, que não existe no mundo real, a designer Alexandra Moura assina a sua primeira coleção cápsula virtual: uma linha de skins que reflete o ADN da Fly London e “foi inspirada no mundo real”, como nos diz a própria. “ Claro que agora posso evoluir para coisas muito mais fora, quase não realizáveis no mundo físico, mas a ideia era mesmo fazer coisa que se nós quiséssemos, se a marca quisesse, podia trazer para o mundo físico”, explica, referindo-se às skins que os jogadores podem comprar com pontos acumulados no jogo, na loja virtual a que chegam apenas passados certos níveis de jogo.

Uma coleção diferente de tudo

A designer não nega que este é um projeto diferente de tudo o que já criou e que a desafiou a vários níveis. “O maior desafio foi desenhar para um paralelepípedo e ter uma gestão de programação de texturas e detalhes que o pr+oprio programa não comporta, ou comporta de uma maneira diferente. Eu tive de pensar nas dimensões e por isso em relação aos detalhes – e eu sou uma pessoa de muitos detalhes – tive de filtrar, filtrar, filtras”, admite à Women’s Health.

A criação, agora, no mundo real

Todo o espaço da Fly London no mundo real foi redecorado para servir quase como porta ao Metaverso de que aqui se fala e foi a própria Alexandra Moura quem fez a curadoria da loja. “Aqui, a inspiração foi muito a de tentar encontrar um mundo mágico, futurístico, onírico mas bonito”, conta. Tudo isto, para criar um ambiente que convida não só ao público-alvo da plataforma Roblox, que vai essencialmente dos 14 aos 25 anos, mas a um público mais adulto. Afinal, o objetivo da Fly London é o de chamar um público mais jovem do que aquele que normalmente se revê nesta marca, e é Alexandra Moura quem ajuda neste meio-termo de públicos-alvo.

“Tentei ir mais além, Os miúdos que consomem estes jogos também são miúdos que consomem o Instagram e o Tik-tok. Eles sabem bem o tipo de músicos que gostam, já conhecem marcas, já tem aquele estilo, gostam daquela peça, eles sabem bem o que querem. Por isso, o que tentei de uma forma muito contemporânea e com uma linguagem que também a mim me agradasse foi juntar algumas estéticas desde um blazer sobre uma t-shirt, um hoodie com um monograma, um puffer com umas claças também puffer, meias e chinelos… portanto, uma linguagem muito urbana, que vai a um publico jovem mas que é consumido por adultos. Por isso é que os jovens gostam: porque veem os adultos consumir. É uma interação e uma união de gerações. Acho que dá para todos”, remata.

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