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Afinal, o que são as borboletas no estômago?

Saiba como a ciência explica as “borboletas no estômago” quando está apaixonada

borboletas no estômago
Pexels

Se se apaixonou, provavelmente já sentiu sensações estranhas no seu corpo. Olhares, conversas e a aproximação de quem gosta traz um tipo de formigueiro no estômago, que desaparece depois de certo tempo de convívio. Essa sensação é popularmente conhecida como ‘borboletas no estômago’, mas que é possível ser explicada pela ciência.

Segundo a psicóloga e professora da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos da América, Alexandra H. Solomon, a sensação da vibração no estômago pode ser causada por fatores interno e externos. Ela acontece devido às perguntas que surgem em relação à pessoa que gosta: onde vai ser o primeiro encontro, se vai receber um elogio, se vai haver um abraço, um beijo ou simplesmente se vão ficar de mãos dadas.

“Isso cria uma onda de antecipação e ansiedade, o que significa que as borboletas podem voar no seu estômago quando está nervosa com o que está por vir ou quando está sexualmente excitada”, diz Solomon

O que são as borboletas, de acordo com a ciência?

As ‘borboletas’ aparecem devido ao aumento dos níveis da substância norepinefrina no sistema nervoso central do corpo, explica Helen E. Fisher, antropóloga, bióloga e investigadora do Instituto Kinsey. “A norepinefrina funciona como uma hormona e neurotransmissor e é libertada em resposta ao stress e potencial atração”, informa uma pesquisa publicada na Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences. Nesse sentido, o cérebro tenta diferenciar o medo da excitação, e as pesquisas mostraram que a norepinefrina, associada ao perigo e ao medo, também está ligada à atração romântica.

A substância em excesso inicia a resposta de luta ou fuga do corpo. A frequência cardíaca também aumenta, sente-se mais em alerta e enérgica, podendo até perder a forme. Todas essas características são associadas ao amor romântico, segundo a pesquisa.

“Esses produtos químicos também se podem originar no próprio intestino, o que pode criar esses sentimentos de borboleta”, acrescenta Solomon. A antropóloga Fisher finaliza dizendo: “Existe uma conexão profunda entre o nosso cérebro e as nossas entranhas”, conclui.

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