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Há um açúcar que ajuda a combater a gordura abdominal

Apesar das limitações deste estudo, espera-se que estas descobertas tenham ajudado a compreender e refrear a epidemia que é a obesidade.

açúcar

Há anos que falamos dos malefícios do açúcar para o organismo. E a Ciência tem dado cada vez mais provas nesse sentido.

O açúcar tornou-se mesmo um dos piores inimigos de quem pretende ter um estilo de vida saudável. Mas não é fácil excluir este componente da alimentação. Levante a mão quem nunca sentiu vontade de comer um chocolate ou até um rebuçado.

Apesar de o consumo de produtos açucarados ser desaconselhado devido aos vários problemas que o excesso de açúcar causa, existe um tipo que, afinal, pode fazer-lhe bem. Falamos de manose, um tipo de açúcar natural que é encontrado nas frutas, como por exemplo, os arandos.

Este é um tipo de adoçante muito diferente daquele que encontra no típico pacote de açúcar que despeja para dentro do seu café. Os especialistas acreditam mesmo que esta pode ser a chave para contrariar a gordura na zona da barriga.

 

O estudo

Hudson Freeze, diretor do programa de genética humana no Instituto de medicina Scandford Burnham Prebys, e a sua equipa desenvolveram um estudo para compreender os efeitos de uma dieta rica em manose. Nesse sentido, dividiram os ratos do estudo em quatro grupos essenciais. Ao primeiro grupo foi dada uma dieta rica em gorduras e pobre em manose; ao segundo, uma dieta rica em gorduras e em manose; ao terceiro uma dieta normal e sem manose e ao quarto, uma dieta normal com adição de manose.

Em seguida, os investigadores analisaram as micobactérias presentes no intestino dos animais. Nesta fase, foi contabilizando o ganho de peso, a gordura e os níveis de açúcar no sangue, ao mesmo tempo que faziam uma avaliação física geral. Os resultados indicaram que os roedores a quem foi administrada uma alimentação rica em gordura e que incluía manose tinham menos gordura no fígado, melhores resultados de performance física, mais tolerância à glicose e estavam mais elegantes, quando comparados com os que comeram o mesmo, sem adição de manose.

Este grupo absorvia também menos calorias, já que tinham uma menor capacidade de processar hidratos de carbono. Ao retirarem a manose da alimentação destes roedores, os investigadores notaram que os animais aumentaram de peso.

À parte das limitações deste estudo e do facto de ter sido apenas realizado em ratos, espera-se que estas descobertas ajudem a compreender e refrear a epidemia que é a obesidade. Estas conclusões reforçam ainda a importância do papel das bactérias intestinais no metabolismo, especialmente quando relacionadas com estes açúcares bons.

Este é um passo importante para o estudo da obesidade. É que a perceção dos efeitos concretos da manose pode levar a novos tratamentos desta doença.

Artigo via Women’s Health

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