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Acabe com as desculpas!

Acabe com as desculpas!
Mafalda Almeida

A nossa inércia (ausência de ação) encontra-se muitas vezes justificada por razões profundas, que vão muito mais além de um simples “não posso”. Aliás, atrevo-me a dizer que na grande maioria das vezes o nosso “não posso” apresenta-se como uma máscara para disfarçar um “não quero” que não está a ser assumido, muitas vezes por medo, ou por pouca vontade de nos responsabilizarmos pelas nossas decisões.

Assumir que não queremos ser, ter ou fazer alguma coisa, não significa que sejamos fracos/as. Significa sim que estamos a responsabilizar-nos e que temos o poder de escolher. O grande problema é que a palavra “escolha” e tomada de decisão acarretam consigo possíveis consequências. E é aí que tudo assume a forma de inércia. Isto funciona, obviamente, em questões que se prendem com idas ao ginásio, frequentar uma aula de grupo, decidir deixar de comer doces ou parar de beber aquela bela cerveja ao final do dia. A tomada de decisões dá trabalho, e por vezes o nosso cérebro engana-nos com armadilhas e desculpas que nos retêm a nossa zona de conforto.

Dizer “não posso” retira-nos totalmente o poder das nossas mãos. Perdemos o controlo,
tornamo-nos vítimas das circunstâncias. Dizer “não quero” traz todo esse poder até nós
novamente. Sugiro que faça um exercício: escreva três frases / desculpas que esteja a dar a si mesma/o ou a outras pessoas. Vamos começar essas frases por “eu não posso…”. Depois, escreva essas mesmas frases substituindo o “eu não posso…” por “eu não quero…”. Como se sente ao reler o que escreveu, nesta segunda versão? Acredito que se sentirá com mais poder.

As maiores barreiras ao nosso progresso encontram-se na nossa mente. As piores palavras que podemos ouvir são aquelas que dizemos a nós mesmos/as. Você até me pode dizer: “mas Mafalda, nem sabe o que o meu chefe me acabou de dizer! Foi horrível!” Sim, de facto as outras pessoas podem-nos dizer coisas horríveis, verdades que só a elas pertencem… Isso pode-se tornar muito doloroso para quem as recebe/ouve. Mas, ainda mais dolorosa pode ser a forma como você fala consigo mesma/o depois de ouvir essas “verdades” que as outras pessoas lhe dizem. E é aí que quero chegar. A decisão de dar importância é só sua, e é aqui que está a boa notícia. O poder é seu. Nós somos responsáveis por aquilo em que acreditamos.

Considere começar a acreditar que tem 100% poder sobre as suas decisões e sobre a sua vida. Não, de facto não podemos controlar acontecimentos e circunstâncias, mas podemos sim controlar a forma como reagimos a esses acontecimentos e a essas circunstâncias. E isso muda tudo.

Da próxima vez que o seu cérebro quiser pregar-lhe partidas, já sabe. Da próxima vez que disser a si mesma/o “eu não posso ir ao ginásio porque…”, substitua por “eu não quero ir ao ginásio porque…”, e obviamente, assuma as consequências dessa decisão. Assuma também o poder que essa decisão lhe traz (esta é a parte boa!).

Muitas vezes a nossa zona de conforto engole o nosso progresso. Não permita que isso
aconteça!

 

A especialista

Mafalda Almeida, Executive & Life Coach, formadora, palestrante, mentora, e autora do livro Veja em si a Melhor Mulher do Mundo.

[email protected] – www.mafaldaalmeida.com [www.facebook.com/coachforwomen | @mafalda_almeida_coach]

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