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À distância, mas nunca sozinha. Saiba como agir

De que alternativas ao calor humano usufruímos? Há várias formas de estimular os sentidos e disfrutar dos seus benefícios à distância. Dizemos-lhe como.

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De que alternativas ao necessário calor humano dos nossos entes queridos usufruímos? Ao que parece, existem algumas. Há, de facto, várias formas de estimular os sentidos e disfrutar dos seus benefícios, ainda que à distância. Neste artigo, dizemos-lhe quais as regras de atuação.

1 – Use o vídeo

Especialistas confirmam que esta é a melhor alternativa ao contato ao vivo. A maneira como a linguagem corporal e a própria voz são percecionadas tem um papel muito importante na sensação de apoio, por vezes mais do que as próprias palavras ditas. Por isso, vermos o outro, mesmo que através de um ecrã, é algo de grande importância. Numa escala de 1 a 10, em que 1 é nada sentimental e 10 conexão máxima, estudos reconhecem que o contato cara a cara será um 10, contato por videochamada, entre 7 e 8 e contato por telefone, um 5. Não há dúvida de que o tato é ‘apenas’ um dos cinco sentidos. Confiar nos restantes, nomeadamente a visão e a audição, permite também a libertação das hormonas dopamina e oxitocina. A grande maioria da nossa comunicação é não-verbal.

Isabel Amorim, psicóloga e terapeuta de casal e familiar da clínica PositiVus, na Maia está, desde maio, a desenvolver consultas presenciais. “Na ausência de um rosto completo a transmitir linguagem não-verbal, estou a habituar-me a focar-me no olhar e a tentar recolher neste emoções e sentimentos. O apertar a mão ou ambas, embora trazendo já algum risco, se ambos tiverem o cuidado de higienizar convenientemente antes e depois do contacto, também poderá ser uma forma de reforçar o ‘estou aqui para ti’”, alega a psicóloga.

2 – Experimente tocar-se

Se vive com alguém, seja o seu companheiro ou um amigo, com quem já tem proximidade física, continue a cultivá-la (desde que se sinta confortável com isto). Dar um abraço, por pelo menos 20 segundos, é suficiente para libertar oxitocina, a chamada hormona do amor. Se não puder, tente outro tipo de contato, nomeadamente a si mesma, por exemplo, com um massajador de cabeça. Mesmo que seja a própria pessoa a fazê-lo a si mesma, o resultado da sensação será semelhante.

3 – Recorde as suas memórias

Fazer coisas que lhe tragam boas memórias, como ver fotos dos seus entes queridos, ajuda a atenuar um pouco a sensação de distanciamento físico. Os odores são também uma forma de evocar emoções humanas, seja através de um prato ou de uma sobremesa tipicamente feita pelos seus pais ou uma vela que lhe transporte para um local em concreto pode ajudar a diminuir a sensação de carência sensassorial. Como? Graças à parte do cérebro que processa os odores, que se situa abaixo dos lóbulos frontais onde são armazenadas as recordações, refere um estudo espanhol de autoria do psicólogo Craig Sawchuck.

4 – Adote um animal

Não, não é o mesmo que o afeto humano. Mas adotar um animal vai ajudar a acabar com a sensação de isolamento. Quer seja pela presença constante como pela obrigação de sair de casa para passear o animal. Apesar das vantagens, não podemos deixar de alertar: adotar um cão ou um gato é uma grande responsabilidade. Deve fazê-lo apenas quando se sentir preparada e com as devidas condições para receber o novo membro da família.

5 – Fuja das vozes agressivas

“Temos realmente que nos adaptar ao que estamos a viver. Nada mudará assim tão rapidamente e a solidão está já instalada em muitos de nós. A chegada do Inverno agravou este estado emocional mais depressivo e sentimentos de solidão”, lembra a psicóloga Isabel Amorim.

A tomada de consciência desta realidade deve incentivar a que tomemos, sempre que possível, uma atitude mais otimista. Tal pressupõe o afastamento de pessoas mais agressivas, que afetem o nosso ânimo. De notar que, por vezes, tal agressividade chega-nos indiretamente, através da comunicação social. Devemos sim informarmo-nos, mas não deixarmo-nos ir abaixo pela constante e repetida informação que nada acrescenta.

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