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A, B, C do protetor solar. O que precisa de saber

O sol é fonte de energia, de saúde, de vitalidade. Mas é preciso ter cuidado… e durante todo o ano! O dermatologista Luís Uva dá-lhe os melhores conselhos.

Se já só pensa em conseguir aquele tom bronzeado de pele que ficará a ‘matar’ com o vestido branco ideal para sunsets e saídas à noite, então tem mesmo de seguir o nosso conselho: vá com calma… e com a devida proteção!

O sol é uma excelente fonte de vitamina D – necessária para a nossa saúde e bem-estar -, mas uma exposição excessiva e desprotegida pode trazer consequências nefastas.

“Os protetores solares devem ser usados sempre, todo o ano”, começa por dizer o dermatologista Luís Uva. O especialista destaca a importância deste produto dermatológico na prevenção do cancro da pele e no combate ao envelhecimento cutâneo.

“Entre os fatores ambientais, o dano solar e a radiação ultravioleta são os que mais envelhecem a pele”.

Pele bronzeada…sem bronzeador!

Adepta de bronzeadores para conseguir uma pele morena mais depressa? Que soem já todos os alarmes!!

Ao contrário do que muitas pessoas (ainda) pensam, a aplicação correta do protetor solar não invalida que fique com a pele bronzeada. E mais: Existem protetores solares com cor e os tão amados e práticos autobronzeadores.

“O autobronzeador é como se pintasse a pele, portanto, pode ser usado à vontade porque não é prejudicial, mas é preciso ter atenção a um aspeto: Não prote-ge a pele”.

Apesar de não fazer as vezes do protetor solar, o autobronzea-dor pode ser usado à noite, “pois não precisa do sol para se bronzear”. É um verdadeiro aliado para o bronzeado ideal.
O mesmo não se pode dizer do bronzeador, “que não é nada seguro”, alerta o especialista.

Contra os escaldões, proteger, proteger

Nunca é demais lembrar: Devemos aplicar o protetor solar 30 minutos antes de sair de casa, reforçar a aplicação ao longo do dia (mais ou menos a cada duas horas) e fugir das horas de maior calor e radiação ultravioleta (sensivelmente das 11h às 16h).

Esta é a combinação perfeita para conseguir uma pele bronzeada e livre de escaldões, mas, sejamos honestas, nem sempre é possível escapar ao aspeto de lagosta. Quando isso acontece, diz o médico, deve-se “usar cremes que acalmam e hidratam a pele”. No caso de apanhar um “escaldão muito forte, importa ir a um médico, pois existem medicamentos que não se compram em farmácias [sem receita médica] e que permitem tratar desse problema”.

Deve-se ainda “evitar a exposição solar e optar por usar roupas de algodão, porque não irrita a pele”. “Cuidar da pele com um creme hidratante e emuliente é o ideal”, remata.
Mas não é apenas dos escal-dões que devemos sempre fugir. As manchas na pele, sobretudo no rosto, são também mais comuns no verão. Mais uma vez, a culpa pode ser da má exposição solar. “As pessoas queixam-se muito das manchas, mas estas agravam com o sol e o principal tratamento é mesmo a prevenção. Para não se ter manchas na cara deve-se também proteger o corpo do sol.

Quando estimulamos a proteção de melanina no resto do corpo, ela também vai ser produzida na cara”, explica. Ou seja, esqueça o hábito de tapar o rosto com o chapéu e deixar o resto do corpo à mercê do sol. O rosto irá sofrer na mesma!
Além de todos estes conselhos, vale sempre a pena lembrar a importância de aplicar o protetor solar nas zonas quase sempre esquecidas, como as orelhas, as pálpebras, os cantos do nariz, os lábios e os pés .

…não se esqueça do cabelo

Pode ainda ser preciso proteger o couro cabeludo, especialmente “quando existem falhas de cabe-lo ou os fios são finos”.

“Esta proteção [capilar] pode ser feita com produtos específicos que existem mesmo para o couro cabeludo ou com qualquer outro protetor solar em spray, nomeadamente os que são transparentes e não oleosos”, explica.

Apesar de vários protetores servirem tanto para o rosto como para o corpo, em alguns casos pode ser necessário colocar um protetor solar específico na cara. E isto acontece, por exemplo, quando se tem a pele oleosa. Neste tipo de situação, colocar um protetor com óleo pode fazer com que apareçam borbulhas e acne.

Mas quando o tema é proteção solar, é impossível não falar do cancro cutâneo. Nesse sentido, e “numa altura em que as pessoas se despem mais”, é fundamental evitar a exposição desprotegida ao sol. Importa também “ver os sinais na pele, se apareceu um novo ou se alguns dos que se tem se alteraram”.

“Se em causa está uma alteração, a pessoa deve ver se existem ‘sinais’ de perigo. Isto é, se o sinal está maior, tem mais do que uma cor, relevo ou se é simétrico. Se metade do sinal está diferente do restante, então é um critério de perigo”, conclui.

Para analisar devidamente os sinais que se tem no corpo, nada como adotar o Sistema ‘ABCDE’, em que o A se refere à assimetria da lesão, o B ao bordo irregular, o C à cor heterogénea, o D ao diâmetro (> 5 mm) e o E à evolução brusca de morfologia, explica a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo.

Afinal, como escolher o melhor protetor solar?

A oferta de protetores solares nunca foi tão variada como nos dias de hoje. Dos mais caros aos mais baratos, dos isentos de fragrância aos que não mancham a roupa, o difícil é escolher. Mas há um aspeto que deve ser superior a todos os outros: conseguir respeitar o nosso tipo de pele.

Antes de escolher: o que é o fator de proteção solar?

“É o tempo necessário de exposição para se ter um eritema [queimadura]”. Mais concretamente, explica, “o FPS corresponde ao grau de proteção solar contra queimaduras. Está relacionado com a dose total cumulativa de radiação UVB necessária para produzir eritema ou vermelhidão na pele”.

Segundo Luís Uva, “não se pode simplesmente multiplicar este fator por um tempo definido. Temos de ter em conta outras variáveis. Falamos por exemplo da hora do dia, a localização geográfica ou a altura do ano”.

“Importante é também alertar que os bons protetores devem também proteger contra a radiação UVA e não só a UVB. (Ou seja, a que é testada no cálculo do FPS. Esta é a radiação que mais contribui para o aparecimento de cancro de pele”.

Agora sim, percorra as imagens da galeria e siga as dicas Women’s Health. Lá, dizemos-lhe como escolher o protetor solar mais certo ao seu caso.


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