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7 Mitos sobre a depressão que deve esquecer já

depressão

Apesar de ser uma das patologias mentais mais comuns e das mais incapacitantes em todo o mundo, a depressão continua a ser alvo teorias nada corretas.

Estas falsas ideias sobre a doença não só desvalorizam a depressão, como podem mesmo comprometer o diagnóstico acertado e atempado.

Eis 7 mitos sobre a depressão que deve esquecer já!

 

Só há um tipo de depressão

Quando as pessoas mencionam a depressão, o mais provável é que estejam a falar daquilo que é habitualmente conhecido como transtorno depressivo, também chamado de depressão clínica.

“Tal como acontece com a ansiedade, há diferentes tipos de depressão do ponto de vista do diagnóstico”, explica Matthew Goldfine, psicólogo clínico.

Outro tipo de depressão é o transtorno depressivo persistente, ou distimia. “A distimia é semelhante à depressão, mas com menos sintomas”, afirma Goldfine.

Normalmente ocorre por um período mais longo do que uma depressão clínica, cerca de dois a três anos.

A depressão clínica pode durar tão pouco como duas semanas, no entanto, costuma estar presente durante mais algum tempo.

Há outras variedades para lá da depressão clínica e distimia, como a bipolaridade, depressão pós-parto e transtornos sazonais.

 

Ter uma depressão significa estar triste

As pessoas podem pensar que a depressão é simplesmente estar em baixo, mas os sintomas são mais vastos e podem manifestar-se fisicamente.

Os mais comuns são sentir-se triste, vazia, sem esperança, sentir que não se consegue sair da cama, perda de apetite e dormir muito ou pouco.

“Outro dos sinais poderá ser agitação psicomotora. Ou seja, sentir que não se consegue estar parado, ou a redução psicomotora, o que significa ter noção de que se está a viver em câmara lenta”, salienta.

A fadiga excessiva e o deixar de sentir prazer nas várias atividades também entram na lista.

 

Os médicos sabem o que causa a depressão

Os especialistas ainda não perceberam bem o motivo pelo qual o cérebro de algumas pessoas entra em depressão. Os medicamentos mais populares para a doença conseguem dar algumas pistas, explica-nos o especialista.

“Percebemos que ao aumentar ou reduzir certos químicos, as pessoas se sentem de melhor humor. Já no que respeita à forma como ou por que motivo isso acontece, ainda estamos a tentar perceber”, revela Goldfine.

 

As pessoas sentem-se deprimidas por uma razão específica

Atravessar um momento difícil, como a morte de um familiar ou a perda de emprego, pode deixa-la num estado depressivo, mas a depressão nem sempre resulta de um motivo específico.

“Pode ser causada por razões não tão específicas, especialmente se existir uma predisposição genética”, destaca Goldfine.

Simultaneamente, situações como atravessar um divórcio ou algum tipo de desastre natural podem causar sintomas depressivos sem que se esteja realmente com uma depressão.

 

Os antidepressivos são a resposta mais fácil

Muito longe da verdade. “Alguns sortudos tomam a primeira medicação e sentem-se logo melhor mas, para outros, não é assim tão simples”, diz.

Pode existir muita tentativa-erro envolvida na missão de encontrar os medicamentos certos, por isso, a realidade é que às vezes é necessário um período experimental antes das coisas começarem a melhorar.

 

É fácil perceber quando alguém tem uma depressão

Algumas pessoas disfarçam mal e, por isso, tornam possível perceber rapidamente que alguma coisa está errada, especialmente para os mais próximos.

Outros são tão profissionais a esconder o que se passa, que é quase como se colocassem uma máscara.

Uma grande parte da depressão ocorre como uma luta interior e não como algo que venha ao de cima, portanto é fácil para algumas pessoas esconder o que realmente estão a sentir.

 

É possível curar a depressão de um momento para o outro

Existe a ideia (errada) de que alguém com uma depressão pode ser mais feliz ou sentir-se melhor se fizer um esforço para tal, mas, na realidade, é mais complicado do que isso.

Atividades como o exercício podem melhorar o estado de espírito de alguém depressivo durante alguns momentos. Mas não existe uma solução ‘cura tudo’, que todas as pessoas com este problema possam tentar para obter resultados imediatos.

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