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5 mitos do mundo da clean beauty

Provavelmente, muito daquilo em que acredita é falso. Fomos esclarecer alguns mitos da clean beauty.

O movimento clean beauty é novo e está a evoluir – e também é complicado e confuso. Mesmo a definição exata de ‘beleza limpa’ em si ainda é muito debatida por praticamente todos na comunidade. E como as opiniões sobre os ‘produtos de beleza limpos’ também não são regulamentadas, uma marca pode reivindicar o que quiser sobre os seus produtos supostamente limpos/verdes/sustentáveis, e não há órgão governamental para verificar essas afirmações.

O estado atual do mundo também não ajuda. “Há evidências de que o stress e o medo nos impedem de avaliar as informações de forma crítica”, diz Novakovich, cientista de cosmética e fundadora do The Eco Well (uma plataforma dedicada a divulgar informações sobre a indústria da cosmética).

Combine isto com o fato de que a química cosmética já é bastante confusa para o ser mortal comum, e tem a base perfeita para teorias da conspiração, dados escolhidos a dedo e a ciência incompleta para se transformar em fatos amplamente divulgados e aceites.

E o fato é que, quanto mais desinformação existe, menos dispostos estaremos para entrar no espaço da clean beauty e fazer algumas mudanças muito necessárias para o mundo. Por isso, com a ajuda de especialistas, fomos desmascarar os seis mitos mais comuns deste universo.

5 mitos do mundo da clean beauty

Mito um: Ingredientes naturais são melhores do que ingredientes sintéticos

Falso. A ideia de que os ingredientes naturais são superiores aos sintéticos é um grande mito. Todos os especialistas com quem conversámos concordam: só porque algo é natural não significa automaticamente que é bom para si. “Alguns dos ingredientes mais venenosos do mundo – como a toxina botulínica e o arsénio – vêm da natureza”, diz Novakovich.

Ingredientes naturais também são notoriamente difíceis de trabalhar na construção de produtos, o que significa que a sua eficácia (e segurança!) pode ser duvidosa no final. Além disso, está a lutar com o meio ambiente, então os produtos químicos nesses ingredientes naturais podem variar de mês para mês, conforme os padrões climáticos, as estações e até os minerais no solo mudam.

Basicamente, não é possível garantir os mesmos resultados sempre. No entanto, ao trabalhar com ingredientes sintéticos, geralmente, é mais fácil demonstrar níveis mais altos de pureza, consistência e segurança ao formular um produto, diz Novakovich.

Isto não significa que ingredientes naturais e à base de plantas nunca sejam uma boa escolha, diz a dermatologista Ranella Hirsch. Olhe para o chá verde, aloé vera e açafrão – todos ingredientes naturais e incrivelmente eficazes, desde que sejam usados ​​corretamente numa fórmula.

A sua melhor aposta? Crie o hábito de comprar marcas que afirmam claramente no seu site ou embalagem que fazem testes clínicos, são apoiados por especialistas ou usam a ciência para apoiar as suas afirmações.

Mito dois: Fórmulas limpas = fórmulas suaves

Mais uma vez, um duro não. Limpo e suave não são sinónimos. Alguns dos ingredientes naturais mais comuns encontrados nas fórmulas limpas, como óleos essenciais, extratos cítricos e fragrâncias naturais, também são causas comuns de irritação e alergias da pele, diz a dermatologista Heather Rogers. Além disso, os conservantes usados ​​em produtos limpos não são tão bem estudados quanto os conservantes usados ​​em produtos convencionais (como os parabenos), e também podem ser irritantes para a pele, diz Hirsch.

Além disso, existem toneladas de ingredientes sintéticos comprovadamente hipoalergénicos e seguros para peles sensíveis. E mesmo que um ingrediente sintético tenha o potencial de irritação, os químicos cosméticos têm a capacidade de remover a porção alergénica do ingrediente num laboratório, tornando-o mais tolerável para a sua pele. De acordo com a dermatologista Hirsch isto não pode ser feito com os produtos naturais.

Portanto, se tem a pele sensível ou se está apenas à procura de fórmulas suaves, é importante ser mais crítico e seletivo com os ingredientes – sejam eles provenientes da natureza ou de um laboratório diz Rogers.

Mito três: Beleza natural e limpa é mais sustentável

É importante lembrar que só porque um produto é natural ou limpo não significa automaticamente que é sustentável. É verdade que muitas marcas naturais e limpas estão a dar passos ecologicamente corretos, como colocar métodos de produção de baixo desperdício ou mudar para embalagens minimalistas. Mas a sustentabilidade é um tema enorme e complicado, e a verdade é que alguns ingredientes naturais realmente contribuem para as mudanças climáticas.

Como? “O próprio método de obtenção de ingredientes naturais pode ser prejudicial. “Sabemos que a agricultura é uma das coisas mais prejudiciais ao meio ambiente que fazemos como sociedade”, explica Novakovich.

Por outras palavras, simplesmente não faz sentido usar a terra com o único propósito de cultivar ingredientes naturais ou à base de plantas para cosméticos. Mas e produzir um ingrediente sintético num laboratório? Muitas vezes, coloca significativamente menos pressão sobre o meio ambiente, diz Novakovich.

Mito quatro: Produtos sem químicos, sem conservantes e sem toxinas, são mais seguros.

Rótulos e afirmações como “sem produtos químicos”, “sem conservantes” e “sem toxinas” são na verdade tão enganosos que a União Europeia (UE) proibiu as empresas de usá-las nos seus produtos e embalagens.

Nos Estados Unidos, no entanto, essas alegações não são regulamentadas pela FDA – ou por ninguém – então as marcas podem colocar qualquer uma delas em um pote de creme facial ou gloss labial e terminar o dia. E isso é problemático não apenas pelas razões óbvias, mas também pelo o que implicam: que os produtos que não usam esses rótulos são perigosos ou maus – “o que não é o caso”, diz Novakovich.

No final de contas, precisamos absolutamente de produtos químicos e conservantes para a segurança do produto.

Mito cinco: A sua pele absorve 60% daquilo que coloca nela

A pele tem uma barreira incrivelmente eficiente e eficaz e é projetada para manter as coisas do lado de fora, então para que uma fórmula ou ingrediente penetre na sua pele, muitas coisas precisam estar alinhadas. “Existem muitos fatores em jogo quando se trata de absorção de produtos, incluindo a saúde da sua pele e o tamanho, carga e composição química de uma molécula”, diz Hirsch. E mesmo que um ingrediente penetre na sua pele, isso não significa automaticamente que o mesmo vá entrar na sua corrente sanguínea e prejudicá-lo.

Texto adaptado de Cosmopolitan.com

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