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Perdeu quase metade do seu peso. “Fui atrás do meu sonho!”

Com 1,50m, chegou a pesar 117kg e teve de ser operada. Hoje, quer fazer chegar a todos a mensagem de que existe realmente ajuda para quem precisa de mudar.

Sandra Correia

A obesidade é um distúrbio alimentar, não um mero capricho de quem ‘não se quer cuidar’. Mudar é possível, mas não é fácil e, em vários casos, a cirurgia é necessária ao caminho a percorrer, e vencer.

Sandra Correia, de 43 anos, é exemplo disso mesmo. Obesa quase toda a vida, procurou ajuda para lutar por si. Informou-se e conseguiu ser operada pelo Sistema Nacional de Saúde, através do qual realizou uma cirurgia bariátrica. Foi assim que perdeu 49kg em 11 meses e, rapidamente, passou do tamanho 48 ao 36, ganhou anos de vida e sentiu necessidade de passar uma importante mensagem. “Quero ajudar a inspirar outras pessoas que possam estar onde eu já estive”. “Quero ser exemplo porque agora sei que, mesmo nas situações mais difíceis, é possível chegar a um peso mais saudável”, admite, com a certeza de que é com a ajuda certa que lá se chega.

Uma mensagem que ainda não chegou a todos

Embora o estigma de que é obeso quem se desleixa e ‘não quer’ cuidar de si seja cada vez mais desacreditado, a falta de informação sobre tratamentos, apoios e mesmo o esclarecimento de que, em certos casos, a cirurgia é de facto um passo necessário à mudança, são obstáculos a combater em casos como o de Sandra, que sentiu tal falta de informação em todo o processo.

“Ainda sinto que não há tanta partilha de informação. Os gordos têm vergonha, têm medo… não têm informação suficiente talvez porque acha que isto só acontece aos outros. Mas esta operação é uma ajuda – para casos extremos – que existe!”, diz à Women’s Health. Para agarrar tal oportunidade é preciso, no entanto, muita força: “Não é um percurso fácil. Exige fé, força e foco!”. E Sandra teve tudo isto e só por isso é hoje uma mulher mais saudável, forte e feliz do que há dois anos, antes de toda a mudança acontecer.

A vida após a cirurgia

Outro comum estigma é o de que a cirurgia bariátrica é um caminho rápido, fácil e que não carece de cuidados nem mudanças. Cara leitora, as mudanças são muitas e para toda a vida: só assim se mantém (e melhora) o ‘novo’ corpo.

Sandra Correia sabe-o e por isso o seu estilo de vida mudou por completo desde a operação que a levou aos 62,5kg que hoje marca na balança.

Embora já praticasse desporto antes da cirurgia, o treino não lhe era suficiente. Estava com mais de 100kg, precisava de emagrecer, mas porque o défice calórico não acontecia, pois ingeria mais calorias do que as que gastava, os resultados não chegavam.

Hoje, treina em ginásio, faz aulas de cycling e zumba que, “a nível psicológico ajuda, e muito!”, garante-nos.

Sandra Correia

 

Quanto à alimentação, que admite ser o aspeto em que mais mudou, sofreu toda uma aprendizagem. “Após a cirurgia, continuamos a ser acompanhados. Temos uma consulta de 6 em 6 meses, mas vou sempre adaptando”. “As pessoas que são operadas não deixam de comer. Há quem pense que sim, mas podemos comer de tudo. A diferença está principalmente nas doses. Hoje, por exemplo, o meu almoço foi meia batata-doce, um bife de peru e uma salada de tomate”, conta. O trabalho como comercial obriga-a passar muito tempo fora do escritório, mas se antes tal rotina era ‘desculpa’ para comer num restaurante, hoje não prescinde de levar marmita. Só assim garante que controla ao máximo a sua alimentação.

Durante a entrevista, não restaram dúvidas sobre o compromisso de Sandra Correia para com o seu novo ‘eu’. “Na quarentena não engordei, o que foi muito importante para mim”, admite, com orgulho.

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