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12 mitos sobre o jejum intermitente

Dúvidas sobre o jejum intermitente? Nós esclarecemos todas neste veredito de uma das dietas mais populares do momento.

O jejum intermitente não é algo novo. É uma prática ancestral que segue diferentes formatos e que foi resgatada e popularizada recentemente como uma prática que pode trazer alguns benefícios para a nossa saúde. No entanto, se procurar por jejum intermitente na internet irá ver que algumas das informações que aparecem são contraditórias como, por exemplo, ingerir ou não líquidos durante o período de jejum, ser a dieta mais indicada para perder peso ou ser uma dieta que acelera o metabolismo. Será tudo verdade? Entre estas questões existem outras que procuramos ver respondidas junto de dois nutricionistas que fizeram o escrutínio das principais ideias (falsas ou não) associadas a este tipo de prática alimentar.

12 mitos sobre o jejum intermitente

  1. Só existe um tipo de intervalo de jejum específico.

Mito. Existem vários formatos de jejum, nomeadamente, “o que limita o número de horas em que se come; o que alterna dias a comer com dias sem comer; o que se está dois dias seguidos sem comer e o do tipo religioso em que se come apenas durante a noite”, diz-nos Rita Soares, nutricionista na Gastroclinic em Lisboa.

  1. Melhora a nossa concentração.

Mito. “Não existe qualquer evidência científica sólida de que a concentração possa ser influenciada pela adoção de um plano alimentar com jejum intermitente. Existe, no entanto, estudos que correlacionam a concentração, capacidades intelectuais e desempenho cognitivo com o consumo de hidratos de carbono complexos, o que nos transmite a necessidade de um pequeno-almoço variado e completo para melhorar a nossa performance no trabalho, na formação, etc.”, diz Miguel Godinho, nutricionista na Nutrialma em Lisboa.

  1. É a dieta mais eficaz para perder peso.

Mito. “Apesar de ser uma estratégia para auxiliar a perda de peso, sem a conjugação de uma alimentação que promova o emagrecimento, um sono adequado e exercício físico, esta prática pode não ser suficiente ou duradoura. A longo prazo é fundamental adotar uma dieta que seja focada na qualidade dos alimentos e que promova saúde, enquanto se cria um défice energético”, diz Rita Soares.

  1. Quem treina de manhã não pode fazer jejum intermitente.

Mito. “É possível fazer jejum intermitente mesmo treinando de manhã, no entanto é importante lembrar que nós precisamos de energia para treinar, o que significa que o nosso potencial físico nesses treinos não é igual. Devemos estar atentos ao excesso de fadiga e acrescento, consultar um nutricionista antes de o fazer”, explica Miguel Godinho.

  1. Não se pode ingerir líquidos durante o jejum.

Mito. “Pode beber líquidos durante o jejum desde que estes não contenham calorias, como a água, café e chá sem adição de açúcar”, afirma Rita Soares.

  1. É indicado para todos.

Mito. “Para a maior parte de nós, caso nos sintamos bem não há qualquer problema, contudo é desaconselhado em atletas com regimes de treino muito intensos, mulheres grávidas, diabéticos e pessoas com distúrbios alimentares”, diz Miguel Godinho.

  1. Renova as nossas células.

Verdadeiro. “O jejum pode mediar o processo de autofagia, através da sinalização que ocorre em resposta à depleção de nutrientes. Este processo resulta na degradação e reciclagem do conteúdo celular”, explica Rita Soares.

  1. Aumenta a massa muscular.

Mito. “Infelizmente, não podemos afirmar categoricamente que o jejum intermitente aumenta a massa muscular. Se assim fosse muitos atletas tinham neste tipo de alimentação uma arma valiosa. É preciso estruturar muito bem os nossos horários para não comprometer o desempenho físico. Certamente que treinar em jejum pode ser benéfico para um atleta, em momentos pontuais das suas épocas e planos de treino, sendo este ato comparável a treinar em altitude. Quer isto dizer que treinar em condições extremas, pontualmente, aumenta o nosso desempenho a médio longo prazo, mas perpetuar este estilo de alimentação em permanência pode não ser do maior interesse para o individuo”, afirma Miguel Godinho.

  1. O jejum intermitente acelera o metabolismo.

Mito. “Como os estudos são escassos em relação ao gasto energético, não se pode afirmar que haja um aumento da taxa metabólica. No entanto ocorre uma melhoria nos níveis de glucose e insulina que, por sua vez, beneficia o emagrecimento (especialmente para quem tenha resistência à insulina)”, explica Rita Soares.

  1. Podemos comer tudo o que nos apetece.

Mito. “A palavra de ordem na nossa alimentação deve ser: moderação! Todas as regras de alimentação saudável são aplicáveis a quem pratica jejum intermitente, sendo por este motivo desaconselhado o consumo de alguns alimentos maioritariamente ricos em açúcar, gordura (especialmente saturada) e sal”, diz Miguel Godinho.

  1. O período de sono também conta como jejum.

Verdadeiro. “O jejum que respeita mais a nossa fisiologia e ritmo circadiano é o que limita o consumo de alimentos durante o período da noite. Sendo bastante acessível fazer um jejum mínimo de 12h utilizando o período da noite sem comer”, afirma Rita Soares.

  1. A fase menstrual compromete o jejum.

Verdadeiro. “Existem questões difíceis de responder de forma binária, sendo este um excelente exemplo. No entanto, as variações hormonais que ocorrem durante a fase menstrual podem ter alguma influência na sensação de fome e saciedade, comprometendo assim o sucesso do jejum intermitente”, afirma Miguel Godinho.

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