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10 bons motivos para dar um pezinho de dança

Um pezinho de dança é muito mais do que movimentar o corpo ao som de uma música que é do nosso agrado. Pode fazer mais pela saúde do que imagina.

Já se interrogou porque assim que ouve a música de Calvin Harris com a Dua Lipa começa a bater o pé? Temos o ritmo inscrito no corpo e no cérebro Por isso, não é de estranhar que a dança faça bem… a ambos.

Um pezinho de dança é muito mais do que movimentar o corpo ao som de uma música que é do nosso agrado. Um pezinho de dança pode fazer mais por si do que imagina.

Sim, ‘abanar o esqueleto’ é extremamente saudável, não só em termos de fitness e perda de peso. Saiba que ao fazer movimentos corporais para dançar vai mexer com a frequência cardíaca, musculatura esquelética, articulações e gasta, em média, 400 calorias numa hora. Além disso, ajuda a nossa mente, aumenta o círculo social e protege os órgãos internos… Mesmo para quem não tem os moves de Jagger.

 

Acha que sabe dançar? Nós temos a certeza

A dança é quase tão antiga quanto o homem, basta olhar para a arte rupestre.

Símbolo de magia, epicentro de rituais sagrados, demonstração profana, depois disciplinada, arte, espetáculo, improviso, coreografia e até ‘a linguagem da alma’, ao longo da história assumiu muitas formas, mas nenhuma mais importante do que esta: a naturalidade.

Não precisa realizar uma performance do Lago dos Cisnes para a dança estar impressa em si. E é universal (até os pássaros e as abelhas usam a dança para comunicar).

E aquelas pessoas que parece que nasceram para isto? Se calhar é porque é verdade: segundo uma pesquisa de Marcel Zentner e os seus colegas da Universidade de York (em Inglaterra), nascemos com uma predisposição a mover-nos ritmicamente em resposta à música (e concluíram-no depois de terem passado anos a estudar uma centena de bebés).

Segundo Zentner, é o ritmo, mais que a melodia, o que produz uma resposta. “Quanto mais sincronizam os seus movimentos com a música, mais as crianças sorriem”. E estudos genéticos recentes parecem apoiar essa hipótese.

 

Mais do que jeito… genes

Uma investigação publicada na revista americana PLoS Genetics, onde se compara o ADN de bailarinos experientes com o de quem nunca praticou dança, revelou que apenas os primeiros exibiam diferenças importantes em dois genes associados às aptidões sociais e à capacidade de comunicação.

De igual modo, encontrou-se, no sangue dos profissionais, níveis mais elevados de serotonina e da hormona arginina-vasopressina. Não é por acaso que as duas substâncias estão também associadas ao bem-estar, bom humor, facilidade de expressão e afetividade.

A questão é que os fatores ambientais também nos pisam os calos: se não tiver muita oportunidade de dançar (como assim?!), pode nunca perceber os seus benefícios (ou que tem um talento sério para a coisa).

Quer saber a melhor notícia de todas? Não precisa de se inscrever numa aula de dança. Esta é democrática, fácil e descomplicada e todas as alturas são boas para se movimentar.

 

Mais dança, mais saúde

Doentes cardíacos que dançam 20 minutos por semana viram a saúde do coração aumentar mais do que no cardio tradicional. Assim concluiu o estudo Circulation: Heart Failure.

E dançar também torna o esqueleto mais forte, afirma a americana National Osteoporosis Foundation. A conclusão vem da comparação entre dançarinos com não dançarinos. Já lhe dissemos para se pôr a dançar, não já?

E ainda não chegámos à melhor parte. Quanto à saúde mental, especialistas da Escola de Medicina Albert Einstein, Nova Iorque, demonstraram que dançar é o melhor remédio contra o envelhecimento cerebral. Tal é válido tanto em comparação com atividades intelectuais como com atividades físicas como ténis, golfe, ciclismo ou caminhada.

Um estudo publicado na revista inglesa New England Journal of Medicine estima que dançar de forma assídua pode reduzir em 76% o risco de demência ao alcançar a terceira idade.

Neurocientistas da Universidade de Surrey (Inglaterra) descobriram, ao observar o movimento corporal dos bailarinos numa atuação, que as áreas motoras do cérebro dos espetadores se ativam. Desta forma, experimentaram de forma virtual, a sensação de movimento, a velocidade e as mudanças de postura da coreografia. E isto tudo sem mexerem um único dedo.

 

Mente livre a cada passo de dança

“Há um lema que se aprende quando começamos a dançar. ‘Os teus problemas ficam daquela porta para fora’”, diz a bailarina e coreógrafa Raquel Faria.

“A dança, tanto pelo seu lado artístico como pela vertente técnica, reúne uma série de elementos que envolvem o aluno. Seja pela libertação de endorfinas, pelo prazer de aprender algo novo ou pelo desafio da criatividade e imaginação. Ganha-se outra sensibilidade e perceção do corpo e do corpo do outro quando se dança. Tudo isto, sem o pudor que tens quando tocas em alguém no metro, por exemplo. A dança faz-nos mais felizes e com que queiramos ser melhores”.

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